14ª Semana do Tempo Comum - 2 ª Semana do Saltério
Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,1-6
Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus
discípulos o acompanharam. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na
sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: "De onde
recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres
que são realizados por suas mãos? Este homem não é o carpinteiro,
filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não
moram aqui conosco?" E ficaram escandalizados por causa dele.
Jesus lhes dizia: "Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus
parentes e familiares". E ali
não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as
mãos. E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das
redondezas, ensinando. - Palavra
da Salvação.
Comentários:
O
apóstolo Tomé tornou-se símbolo da comunidade que questiona a Ressurreição de
Jesus e exige prova para poder aceitá-la. Ele não aceitou o testemunho da
comunidade, para quem Jesus havia aparecido e comunicado o dom do seu Espírito.
O apóstolo condicionava sua fé à visão das chagas nas mãos de Jesus e ao tocar
na ferida produzida pela lança. Este materialismo crasso o impedia de aderir ao
Senhor pela fé. Jesus proclamou ser feliz quem fosse capaz de chegar ao ato de
fé, sem mesmo tê-lo visto. Ou seja, crer pelo testemunho da comunidade. Se a fé
em Jesus dependesse de tê-lo visto, na terra, só um grupo privilegiado de
discípulos num determinado contexto histórico e geográfico, teria acesso à fé.
Uma vez que isto não é necessário, qualquer pessoa, em qualquer tempo ou lugar,
pode chegar à fé, tal como a comunidade primitiva. Por conseguinte, a fé no
Ressuscitado dá-se pelo testemunho da comunidade e se propaga pela tradição,
que vai abarcando o mundo inteiro. O Ressuscitado já não está limitado a um
tempo ou a um lugar específico. Ele pode sempre ser encontrado e acolhido, por
quem nele deposita sua fé. Certas exigências inconvenientes, como a de Tomé,
podem inviabilizar o processo da fé e impedir um encontro libertador com o
Senhor. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)
Sabemos
que não era reservado apenas aos sacerdotes e doutores da Lei a interpretação
dos textos, qualquer homem adulto poderia expressar sua opinião, mas é notório
que o medo de se pronunciar e expor seus pensamentos levava o povo a ser taxado
de ignorante. Diante da iniciativa de Jesus todos no primeiro momento ficam
admirados com sua sabedoria e com seus feitos, mas em seguida vem à rejeição,
por quê? Será que o projeto de libertação é novamente jogado ao vento, e desta
vez por seus conterrâneos pelo veneno do preconceito e da inveja. “Esse mero
carpinteiro”, que conviveu a vida toda conosco, sabemos que “não frequentou
escola superior”, “um João ninguém” igual a nós, e “agora quer dá uma de
doutor”. A reação de descontentamento de Jesus serve de alerta para muitos nos
dias de hoje, que afastam de nossas igrejas ou isolam em um cantinho qualquer,
muitos irmãos, pelos mesmos motivos pelo qual o Messias foi rejeitado. (Ricardo
Feitosa/Catequese Cristã Católica)
Fonte: CNBB - Missal
Cotidiano (Paulus)
Fique com Deus e
sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a
Santa Igreja Católica
Liturgia Diária Comentada 05/07/2015 Domingo
Nenhum comentário:
Postar um comentário